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Facebook e Vivo são condenados por falha de segurança em golpe do falso advogado

  • Foto do escritor: Mozer Advogados
    Mozer Advogados
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

A Justiça reconheceu a responsabilidade solidária do Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. e da Telefônica Brasil S.A. (Vivo) em caso envolvendo o chamado golpe do falso advogado, praticado por meio de perfis falsos no WhatsApp.

A decisão fixou indenização de R$ 8 mil por danos morais em favor de uma advogada que teve seu nome, imagem e identificação profissional utilizados indevidamente por criminosos para abordar clientes e solicitar valores sob falso pretexto de êxito em ações judiciais. A sentença também determinou o bloqueio definitivo das contas utilizadas na fraude.


Advogado analisando documentos sobre golpe do falso advogado, perfis falsos no WhatsApp, uso indevido de imagem profissional e responsabilidade civil de plataformas digitais.
Advogado analisando documentos sobre golpe do falso advogado, perfis falsos no WhatsApp, uso indevido de imagem profissional e responsabilidade civil de plataformas digitais.

No Mozer Advogados, sob a condução do Dr. Elias de Oliveira Mozer, acompanhamos decisões relevantes envolvendo Direito do Consumidor, responsabilidade civil, golpes digitais, proteção de dados e segurança nas plataformas digitais.

O que aconteceu no caso

Segundo a decisão, criminosos utilizaram indevidamente os dados profissionais de uma advogada para criar perfis falsos no WhatsApp e entrar em contato com clientes da profissional.

A abordagem tinha o objetivo de solicitar transferências financeiras, fazendo as vítimas acreditarem que os valores estavam relacionados ao suposto sucesso em processos judiciais.

A advogada alegou que a fraude afetou sua honra, imagem e reputação profissional, além de demonstrar falha nos mecanismos de segurança das empresas envolvidas.

Por que Facebook e Vivo foram responsabilizados

As empresas alegaram que a fraude teria sido praticada exclusivamente por terceiros. No entanto, a Justiça entendeu que houve falha na prestação dos serviços.

A magistrada aplicou o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), reconhecendo falha no dever de segurança e tratamento inadequado de dados pessoais.

A decisão considerou que a criação e manutenção de perfis falsos inserem-se no risco da atividade econômica das empresas, caracterizando fortuito interno e afastando a tese de culpa exclusiva de terceiros.

O que é o golpe do falso advogado

O golpe do falso advogado ocorre quando criminosos se passam por advogados ou representantes de escritórios jurídicos para solicitar pagamentos indevidos a clientes.

Normalmente, os golpistas utilizam:

  • nome e foto de advogados reais;

  • número de telefone falso;

  • informações de processos judiciais;

  • linguagem jurídica simulada;

  • mensagens de urgência;

  • pedidos de Pix ou transferência bancária.

Esse tipo de fraude vem se tornando cada vez mais comum e exige atenção de clientes, escritórios e plataformas digitais.

A importância da proteção de dados

O caso reforça que dados pessoais e profissionais não podem ser tratados de forma negligente.

Quando empresas fornecem serviços de comunicação, redes sociais, telefonia ou aplicativos de mensagem, há dever de segurança, prevenção e resposta adequada diante de fraudes.

A proteção envolve:

  • controle sobre criação de contas falsas;

  • mecanismos de denúncia eficazes;

  • bloqueio rápido de perfis fraudulentos;

  • segurança no cadastramento de linhas;

  • prevenção contra uso indevido de imagem e dados pessoais.

Impactos para consumidores e profissionais

A decisão pode impactar casos semelhantes envolvendo:

  • golpes via WhatsApp;

  • uso indevido de imagem profissional;

  • clonagem de perfil;

  • fraude por telefone;

  • engenharia social;

  • responsabilidade de plataformas digitais;

  • responsabilidade de operadoras de telefonia;

  • danos morais por violação de imagem e reputação.

A análise de cada caso dependerá das provas, da conduta das empresas e da demonstração da falha na segurança do serviço.

Conclusão

A decisão reforça que empresas de tecnologia e telefonia podem ser responsabilizadas quando falhas de segurança permitem o uso indevido de dados, imagem e identidade profissional em golpes digitais.

O golpe do falso advogado não atinge apenas o patrimônio das vítimas, mas também a confiança na relação entre cliente e profissional.

Em situações semelhantes, é essencial reunir provas, registrar boletim de ocorrência, guardar mensagens, protocolos de atendimento e buscar análise jurídica adequada.


O Mozer Advogados, sob a condução do Dr. Elias de Oliveira Mozer, atua em demandas relacionadas ao Direito do Consumidor, responsabilidade civil, proteção de dados, fraudes digitais, golpes bancários, uso indevido de imagem e reparação por danos materiais e morais.

Cada situação deve ser analisada individualmente, considerando as particularidades do caso concreto e a documentação apresentada.



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